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Brasil / South America
Nome da Expedição: Expedição Peru / Chile / Argentina
Nome Integrante e Idade: Edson Mesadri - 48 anos (na época)
Cidade: Florianópolis - SC
Profissão: Funcionário Público Federal – Tribunal regional do Trabalho
Como surgiu a idéia de realizar esta viagem?
Surgiu como uma necessidade íntima. Eu tinha opções de fazer Argentina e Chile novamente com o objetivo de acompanhar o DAKAR. Daí pensei que poderia inserir um pouco mais de adrenalina na idéia e pensei:Por que não fazer uma viagem solo e num trecho diferente?
Daí foi só esperar o Natal passar e embarcar.
Qual foi o ponto de partida? De qual cidade saiu e rumo a qual lugar?
A saída foi de Floripa com destino ao Acre pois considerava que o início real da trip seria Assis Brasil, ledo engano. O início foi no Estado de Rondônia pois ali as coisas começaram a acontecer: logística, chuvas, animais na pista, etc.
Como escolheu o trajeto?
Lendo relatos de moto-aventureiros com inclusão de lugares até então desconhecidos em função de culturas diferentes.
Quanto tempo demorou para organizar essa aventura?
02 semanas
Qual o principal objetivo desta viagem?
Preparação pessoal para trips mais longas.
Qual a experiência do motociclista (em anos e treinamento) que participou da aventura?
15 anos de enduro e dois anos de estrada com 30.000 km rodados
Quanto tempo durou a viagem?
18 dias
Quantos km percorria por dia?
700 a 800 km.
Qual foi o melhor momento da aventura?
Quando cheguei em Abra Pirhuayani (4725 msnm) Era uma expectativa chegar alí, e quando lá estava conclui que posso ir mais longe.
Qual foi o momento mais marcante?
No dia 1º de janeiro ao chegar na fronteira Brasil/Peru eu estava prestes a realizar um sonho.
Agora caiu a ficha: Fui o PRIMEIRO brasileiro a entrar no Peru em 2011. Esta na permission.
Qual foi o maior imprevisto durante esta viagem?
O desgaste precoce das pastilhas em função das chuvas e areia na pista.
O que não foi tão agradável na viagem ?
Sentir o abalo sísmico na cidade de Alto Hospício no Chile.
O que poderia ter sido diferente?
Não gostaria que nada fosse diferente.
O que achou do trajeto percorrido?
Dentro das expectativas iniciais. Sabia dos cuidados com abastecimento, com quedas que não poderiam acontecer, com os desbarrancamentos por causa das chuvas, com os animais no trecho Porto Velho e Acre.
Como eram as paisagens e locais previamente estudados? Surpreenderam?
Quanto a Argentina e Chile já as tinha armazenado na mente em função de 3 viagens anteriores. Agora quanto ao Peru foi surpreendente demais, as vezes tinha que me ligar que estava em cima da moto pois eu “viajava” demais.
Quais temperaturas enfrentou?
De –4 a 43º. Mais frio no Peru e mais quente no Chaco del Inferno.
O que foi mais difícil durante a viagem?
Saber que a cada Km rodado estava faltando menos Km para o fim da viagem.
Como a família encarou a sua saída?
Estão de certa forma acostumados. Eu uso o sistema SPOT justamente por causa deles. Minha mãe tem 73 anos e a dois utiliza a internet. E com o SPOT ela me acompanha e fica mais tranquila.
Como foi a receptividade nos outros Paises ? Qual mais gostou ?
Me surpreendeu com a receptividade dos Peruanos. Pessoas sofridas mas muito alegres.
Onde você dormia ? Fiz camping ? ou fariam na próxima ?
Hostal, hotéis e casa de amigos.
Quais os motivos e fator de decisão nas escolha de Hotéis?
Localização e preço.
Qual era alimentação? (restaurantes/cozinhava/lanches)?
Na medida do possível um bom café da manhã e almoço na chegada. A diferença de tres horas de fuso horário complica um pouco.
Qual foi o dia em que andou por mais tempo?
De Cusco a Moquegua – 1.000 km
Qual foi a preparação necessária para essa aventura?
Uma boa revisão na moto, guardar uns dólares e caminhadas.
Qual foi o peso de sua bagagem?
Ainda não sou referência pois levo coisas demais e compro mais no caminho. Sai com uns 30 kg de bagagem e voltei com uns 40 kg (só de whisky veio 7 garrafas da Argentina)
O peso da bagagem não interferiu no rendimento, durante o percurso?
Com certeza interferiu.
O que ficará para sempre em sua memória?
A minha chegada em Abra Pirhuayani e a travessia do Paso de Jama
Qual foi o destino máximo da aventura (foi onde começou a volta)?
Cusco foi o ápice e foi a metade da viagem – 5.600 km
Como foi a volta da viagem?
Silenciosa, para refletir.
Em que dia começou a viagem de volta?
Acho que logo após que começou.
Contou com algum patrocínio? quantos % do total da viagem ?
Sim, 30% do custo total.
Alem do relato online, pensa em reportagem na mídia e Documentário em DVD ?
Gostaria, talvez contratar alguém para organizar todo o material.
Considerações finais:
Viajar de moto é algo que exige preparação, confiança, recursos e amizades.
Preparação antecede ao sucesso da aventura e ela contém basicamente: revisão da moto, pneus, transmissão, roupas adequadas, estudo prévio do percurso, documentação, etc.
Confiança está relacionada com o objetivo da viagem.
Recursos são indispensáveis, e os principais são tempo e dinheiro.
Amizades: Indispensáveis e o mais bacana de tudo. Quero aproveitar e agradecer aqui aos:
Brazil Riders: que me apoiaram durante o percurso no Brasil: Totto (Vilhena – RO), Ronny Papaléguas 100% (Porto Velho – RO), Paulo Navarro e Arlete (Senador Guiomard – AC), Luiz Henrique (Floripa – SC), Sandro Fadanella (Cascavel – PR), Marcelo – Expedicionários (Ji-Parana – RO), Gilson Miranda (Santo Angelo – RS).
Cobras do Asfalto MC – Cascavel: Pela recepção na cidade. Aqui tenho que fazer uma menção especial ao Sergio Bonotto e seu filho Matheus. Desde Cusco voltamos juntos e daí nasceu uma grande amizade. Sergio você é um grande irmão. Muito obrigado por tudo.
Ao Fox e Equipe Pisteiros (www.pisteiros.com.br) pelo apoio integral a minha trip.
Valeu meu irmão.
Aos amigos de Floripa que me apoiaram.
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Permalink Responder até MotoTuristas do Gargamel em 31 janeiro 2011 at 21:27
Essa é minha viagem que sonho e fiz pela metade na mesma data, dezembro de 2010.
Por problema estrutural, (corrente da moto e smartphone com GPS perdido, veja +...), voltei no último dia de 2010 ao Brasil. Mas a viagem do Edson Messadri é rica em fotos únicas e merece ser relida pra nos mostrar a magnitude do mototurismo que temos à nossa frente no MERCOSUL. Parabéns, caro Edson!
Valeu, Pisteiros, pelo espaço compartilhado!
Permalink Responder até Evandro Dalben (19 93113070) em 3 janeiro 2012 at 22:12
Quem diria hein Mesadri, inciou no Dakar a idéia e em 2011 foi o primeiro a pegar a Super Teneré ! show meu amigo ..
Anote ai 2013 vamos juntos acompanhar a largada do Dakar, descer com o Luiz até Ushuaia e subir por novos caminhos offroad ! Eu na nova KTM990r...
FOX
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