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Brasil / South America
Nome da Expedição: De moto pelo Atacama.
Como surgiu a idéia de realizar esta viagem?
Qual foi o ponto de partida? De qual cidade saíram e rumo a qual lugar?
Quanto tempo demoraram para organizar essa aventura?
Qual a experiência dos motociclistas que participaram da aventura? Para se preparar para uma aventura destas temos que estar principalmente “preparados” para algumas situações adversas, no nosso caso específico, apesar do stress do problema mecânico ocorrido com a minha moto; de ter que regressar de carona com alguns caminhões, etc.; tentei superar a situação da melhor maneira: tranqüilizando meu companheiro para que seguisse em frente e que eu já estava bem resolvido e não iria “atrasar” sua viagem, até porque não resolveria nada ficar ele rodando a 80 km/h atrás dos caminhões por mais de....4 mil km! E encarando a nova situação com bom humor! Por outro pude sentir a solidariedade do povo chileno (motoristas) que não quiseram cobrar nada, pois acabamos ficando amigos e na minha viagem no ano seguinte (2006) para Machu Picchu levei para eles o DVD da viagem anterior, na qual foram também “protagonistas”. Quanto tempo durou a viagem?
Qual foi o melhor momento da aventura?
Qual foi o momento mais marcante?
Qual foi o maior imprevisto durante esta viagem? Para mim foi sem dúvida o problema mecânico com a minha (pançuda) moto! Pois em 26 anos de trilhas, enduro, rally, trial, competições e ..outras presepadas de moto, jamais tive de voltar para casa "de carona"; mas, como se o limão é muito amargo, fiz uma ótima limonada dele! Pois mesmo de caminhão ainda curti algumas boas horas e ganhei novas amizades, além de "manejar" el camione! Além de que hoje sei que se acontecer de novo O que não foi tão agradável na viagem ?
Acredito que se eu tivesse o conhecimento que tenho hoje deste tipo de viagem; jamais deixaria minha moto numa oficina para colocá-la "a punto", pois foi por causa disso e por não ter ouvido minha "voz interior" que deu no que deu! A moto que no Brasil fazia 22 km/litro, na Argentina fez 17 km/l e depois da“regulacion en el taller” argentino caiu para...9 km/l.; além de que num trajeto de grandes altitudes não conseguia passar dos....30 km/hora (a moto "afogava" e sujava vela), foram mais de ...10 velas "queimadas", só não foram mais porque eu só tinha essas dez!... Isto causou um anda-pára-pega-morre-afoga, que no final a moto acabou por "escarear" uma arruela da ponta do virabrequim e isto desbalanceou o motor, causando um barulho estranho e falta de rendimento! Por precaução resolvi "abortar" e regressar e "camione"! “Faiz parti!”.... O que achou do trajeto percorrido? Gostei do trajeto, tanto é que no ano seguinte, já escaldado, voltei com outros companheiros e com a mesma moto, desta vez, fiz a devidas correções na carburação e retirei a tampa do filtro de ar, colocando uma vela mais quente e a gasolina mais fraca deles; foi só alegria, a moto rodou redonda, deu 180 km/hora no desertão (onde na outra viagem não passou de 30 km/hora) e fez média geral neste trecho 18 km/l (melhor que duas Xt 660, das quatro que viajavam conosco).
Nesta minha primeira experiência na Argentina, surpreendeu um pouco a vegetação bastante baixa em se comparando com a nossa (aqui no litoral do Paraná) estamos acostumado com a beleza, variedade e exuberância da Mata Atlântica. Por outro lado a beleza agreste do deserto de Atacama, as casas de adobe, vale da morte, da lua, o museu de San Pedro e principalmente os geiser`s. Quais temperaturas enfrentaram? Foi o momento da despedida do meu companheiro e quando coloquei minha moto em cima do caminhão, para seguir viagem com dois novos amigos camioneiros chilenos (ainda bem que os dois foram excelentes companheiros de viagem). Meus familiares encararam numa boa, mas infelizmente a namorada do meu companheiro não ficou nem um pouco contente com a ida e com o tempo longe do amado!
O peso da bagagem não interferiu no rendimento, durante o percurso? Não interferiu muito no rendimento porque minha "pançuda" tem motor Ducati de 750 cc, dois cilindros em "L", o que lhe dá potência de sobra, talvez por isso não tenha observado perda de potência; apenas o volume da bagagem atrapalha um pouco, mas com o decorrer da viagem vamos nos acostumando logo.
A volta como já comentei anteriormente foi a princípio dramática (moto pifada em cima de um caminhão, etc.,) mas depois ficou muito legal, principalmente pela experiência de vida com as pessoas com quem convivi neste trecho. Em que dia começaram a viagem de volta? Contaram com algum patrocínio? quantos % do total da viagem ?
Foi produzido algum relato online, reportagem na mídia e Documentário em DVD ? A viagem requeria um dvd-documentário, porque era uma das pautas da proposta de patrocínio; o vídeo por ser muito comprido (muitas horas de filmagem) exigiu muita dedicação, tempo (com quase 70% de filme editado, deu pau na máquina e meu colega e “guru do video” quase teve um piripac junto; mas no final valeu muito a pena!). Considerações finais: À principio são agradecimentos: à Deus por permitir esta aventura que apesar das dificuldades e problemas encontrados, terminou bem; aos meus familiares, esposa, filhos (na chegada fiquei sabendo que em breve seria vovô!), pais (83 e 79 anos, na época, minha mãe já cumpriu sua missão por aqui; meu pai, hoje com 88 anos...apesar das saudades tá forte e....vivendo); amigos; colaboradores; aos motoristas chilenos: Juanito e Javier, brasileiros: Daniel e o terceiro caminhão, João, que até alterou um pouco o roteiro para me deixar mais próximo do destino, mecânico-amigo, Walter Navarro, de Curitiba; patrocinadores que acreditaram neste projeto; companheiros da mídia em geral, que ajudaram na divulgação e principalmente ao meu companheiro desta viagem, Eduardo Mattos, pela paciência e alto grau de companheirismo nesta empreitada (hoje está um pouco longe, vivendo na Suíça, mas jamais esquecerei da pessoa legal que ele é) e também outra pessoa espetacular foi o meu amigo de muitos anos, Fábio Garmatter, que além de saber tudo sobre vídeo (edição não-linear); teve a paciência de por três semanas, ou mais, (até acabando por me ensinar) editar e autorar o DVD "de moto pelo Atacama"; onde eternizamos as imagens desta viagem incrível!
Texto e Respostas do Motocilcista Jorge, acesse seu perfil para caso queira deixar alguma mensagem Jorge Luiz Guilherme Cancella ( Paranaguá-Pr., Brasil )Fotos passo a passo da viagem clicando aqui http://www.pisteiros.com.br/profile/JorgeLuizGuilhermeCancella Entrevista Realizada por Evandro Dalben em 07 Julho de 2010. |
Permalink Responder até Eduardo Coton Presado Matos em 9 julho 2010 at 5:57
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